Contratempo produções apresenta Kit Performance Vol. 1. Vozes de Sara Panamby e Michelle Mattiuzzi
Resumo do encontro terça dia 3 de julho de 2012
sintam o feeling
: *
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
mais uma terça-feira
ontem no laurinda o que pensamos...
->qualidade energética das performances (muitas são as possibilidades de escolha dos campos de energia e também as possibilidades que gestamos pra além da nossa auto-categorização de sujeitos construídos)
->noël caroll : performance da arte /// arte da performance { tem fontes separadas nas belas-artes e no teatro, embora se encontrem em atividades semelhantes
->questão da codificação das artes(quando a arte contemporânea se coloca enquanto jogos de guerra)
->trabalhar na distinção entre vida e arte, bem como no fim dessa distinção;
->identidades diluídas - o poder das imagens e metáforas!
->suely rolnik: todos nós somos homeless! não concretamente, mas lembrando que estes homeless concretos aumentam a cada dia (no rio então....)
-> como a vanguarda de 22 no brasil pra além de fazer algo novo também se propões em rotular o que faz como novo; sendo que no século XIX os movimentos literários já pensavam numa brasilidade(josé de alencar, por exemplo, indigenismo)
cultura popular a margem, não tem equivalentes na cultura oficial, pq já é dita popular num mundo em que não está muito interessado em alteridade....
-> " Independência do Brasil em 1822 a partir disto necessidade de forjar uma identidade para jovem nação, assim a elaboração de um projeto que inventasse um Brasil passou a ser esforço compartilhado, tanto do corpo administrativo imperial quanto dos seus mediadores, cujos intelectuais e artistas faziam parte."
-> conceitos e cultura. conceitos de cultura. o bailão não pára, não pára, não pára não;
(eduardo galeano: os ninguéns:
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam supertições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. )
terça que vem continuamos com o Subjetividade Antropofágica da Suely Rolnik
->qualidade energética das performances (muitas são as possibilidades de escolha dos campos de energia e também as possibilidades que gestamos pra além da nossa auto-categorização de sujeitos construídos)
->noël caroll : performance da arte /// arte da performance { tem fontes separadas nas belas-artes e no teatro, embora se encontrem em atividades semelhantes
->questão da codificação das artes(quando a arte contemporânea se coloca enquanto jogos de guerra)
->trabalhar na distinção entre vida e arte, bem como no fim dessa distinção;
->identidades diluídas - o poder das imagens e metáforas!
->suely rolnik: todos nós somos homeless! não concretamente, mas lembrando que estes homeless concretos aumentam a cada dia (no rio então....)
-> como a vanguarda de 22 no brasil pra além de fazer algo novo também se propões em rotular o que faz como novo; sendo que no século XIX os movimentos literários já pensavam numa brasilidade(josé de alencar, por exemplo, indigenismo)
cultura popular a margem, não tem equivalentes na cultura oficial, pq já é dita popular num mundo em que não está muito interessado em alteridade....
-> " Independência do Brasil em 1822 a partir disto necessidade de forjar uma identidade para jovem nação, assim a elaboração de um projeto que inventasse um Brasil passou a ser esforço compartilhado, tanto do corpo administrativo imperial quanto dos seus mediadores, cujos intelectuais e artistas faziam parte."
-> conceitos e cultura. conceitos de cultura. o bailão não pára, não pára, não pára não;
(eduardo galeano: os ninguéns:
As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte , por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam supertições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. )
terça que vem continuamos com o Subjetividade Antropofágica da Suely Rolnik
quarta-feira, 23 de maio de 2012
resumo do encontro
Tópícos: performance: expansão caótica; cidade. ratos e urubus com hilan bensusan y pós-porno com fabi borges
criar heteropias, dentro da expansão caótica, dum turbilhão de informações.
-//-
performance envolve, rompe, discurso ritualístico. Formar um acontecimento de afetos elementos,
tem seu lugar em diferentes espaços: pós-porno, publica,
-//-
desejos programados, processo de tecnomagia de desprogramação dos desejos, crítica à lógica que compartimenta o EU em personas, no espaço do trabalho, da casa, da cama.
Admitir
A histeria coletiva ocorre quando um numero maior que um se dá em gritos, liberando tudo aquilo que lhe é diariamente censurado.
-//-
Ponto de vista pós-porno, pensando o desejo, a partir do feminino, passando pelo mais radical, esfregar-se em máquina em animal.
reinventar desejos e prazeres.
sobre o íntimo, assumindo que é político, que invoca estruturas de poder, é exatamente entre quatro paredes que o micropolítico aparece e se estabelece e se rompe (!)
remexer os micropontos, os babados, de tensão, sobre família, propriedade e destino
enxergar o corpo como experiência, esquecer dessa imagem, dessa busca pela imagem, saber que estamos aqui - consciencia de si - e do rolê que é o movimento ao nosso redor - consciencia do devir no entorno - assim como exemplo pensemos os movimentos de body-art, a busca por um primitivo não historico.
admitir
que o tempo não é linear, que ele se brinqueia em caminhos, que enxergar o contemporâneo requer o distanciamento da lua, por mais que nos sintamos próximos dela... performance tem seu tempo de criação, construção e execução, fato, a descrição se dá pelo passeio, pela abertura e por isso performance não cobra ingresso, nao ganha prêmio e não é eleito o do ano.
feliz aqueles que ainda se dão o direito ao ócio (neg-ócio é aquela atividade cujo fim é diferente da ação mesma)
, a performance de ouvir e ver, e sentir:
qual é a sua performance?
criar heteropias, dentro da expansão caótica, dum turbilhão de informações.
-//-
performance envolve, rompe, discurso ritualístico. Formar um acontecimento de afetos elementos,
tem seu lugar em diferentes espaços: pós-porno, publica,
-//-
desejos programados, processo de tecnomagia de desprogramação dos desejos, crítica à lógica que compartimenta o EU em personas, no espaço do trabalho, da casa, da cama.
Admitir
A histeria coletiva ocorre quando um numero maior que um se dá em gritos, liberando tudo aquilo que lhe é diariamente censurado.
-//-
Ponto de vista pós-porno, pensando o desejo, a partir do feminino, passando pelo mais radical, esfregar-se em máquina em animal.
reinventar desejos e prazeres.
sobre o íntimo, assumindo que é político, que invoca estruturas de poder, é exatamente entre quatro paredes que o micropolítico aparece e se estabelece e se rompe (!)
remexer os micropontos, os babados, de tensão, sobre família, propriedade e destino
enxergar o corpo como experiência, esquecer dessa imagem, dessa busca pela imagem, saber que estamos aqui - consciencia de si - e do rolê que é o movimento ao nosso redor - consciencia do devir no entorno - assim como exemplo pensemos os movimentos de body-art, a busca por um primitivo não historico.
admitir
que o tempo não é linear, que ele se brinqueia em caminhos, que enxergar o contemporâneo requer o distanciamento da lua, por mais que nos sintamos próximos dela... performance tem seu tempo de criação, construção e execução, fato, a descrição se dá pelo passeio, pela abertura e por isso performance não cobra ingresso, nao ganha prêmio e não é eleito o do ano.
feliz aqueles que ainda se dão o direito ao ócio (neg-ócio é aquela atividade cujo fim é diferente da ação mesma)
, a performance de ouvir e ver, e sentir:
qual é a sua performance?
sábado, 5 de maio de 2012
linkando
-> tem aquele conto do Kafka: Artista da fome
->esse filme: O ilusionista
a mola que resiste no mar de afetações e estímulos. a forma e a essência. O MISTÉRIO entre A PALAVRA e AS Coisas!(né titio fucÔ?)
bom sábado que se estende nessa voyage
->esse filme: O ilusionista
->analisar o poder da arte/ilusão/mágica(não seria tudo isso a performance?) num tempo em que o mercado da arte talvez não existisse, enfim, uma ficção muito útil....como questionar de forma eficaz o poder do soberano principe que acredita ter poder absoluto?
o cara é um 'simples' mágico que se confunde como mago, bruxo em alguns momentos, numa sociedade que busca um cientificismo(bem, bem, é viena, no contexto em que veio a tona freud), ele cria um personagem, ilude...
pra que se faz performance? com qual objetivo? quais são os caminhos que se escolhe pra chegar na própria arte?
a mola que resiste no mar de afetações e estímulos. a forma e a essência. O MISTÉRIO entre A PALAVRA e AS Coisas!(né titio fucÔ?)
bom sábado que se estende nessa voyage
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Links
Gente,
Alguns links com sons, cadências e textos sobre artistas queridos e/ou desconhecidos, além desses nomes, na própria biblioteca do ubuweb se pode pesquisar e procurar por artistas do underground:
Índice:
http://www.ubu.com/film/index.html
Sobre Duchamp:
http://www.ubu.com/film/duchamp.html
Sobre Beuys:
http://www.ubu.com/film/beuys.html
Vídeo de sete minutos sobre a dança butoh:
http://www.ubu.com/film/juku_butoh.html
Antonin Artaud:
http://www.ubu.com/film/artaud.html
: )
Alguns links com sons, cadências e textos sobre artistas queridos e/ou desconhecidos, além desses nomes, na própria biblioteca do ubuweb se pode pesquisar e procurar por artistas do underground:
Índice:
http://www.ubu.com/film/index.html
Sobre Duchamp:
http://www.ubu.com/film/duchamp.html
Sobre Beuys:
http://www.ubu.com/film/beuys.html
Vídeo de sete minutos sobre a dança butoh:
http://www.ubu.com/film/juku_butoh.html
Antonin Artaud:
http://www.ubu.com/film/artaud.html
: )
sábado, 31 de março de 2012
Resumo semnome
Resumo do grupo de estudos dia 27 de março de 2012
Pontos debatidos:
• Diferenciação de linguagens: a linguagem cartesiana do teatro convencional, o fim do teatro e a outra linguagem, que surge influenciada com as vanguardas européias.
• Criação de outros estatutos do real: essa linguagem utilizada nas vanguardas tem como um dos objetivos criar outras formas de percepção do outro (alteridade), do mundo e sua localização dentro de uma cartografia “sentimental”.
• Leitmotive: figura de repetição, tema, desteatralizar a cena.
• Diferença entre mimesis e poieses. A mimesis é a representação da poiesis?
• Como a performance percebe a situação cênica, de maneira que tanto uma apresentação musical, teatral ou performática têm em comum a presença de uma cena. De que maneira podemos pensa a performance no contexto de uma encenação do rito? Ou do cotidiano? Ou cotidianizar a cena? Que performances podemos descrever no contexto rito-cotidiano-situaçãocênica?
• O objeto (e por conseqüência a característica da essência do work in progress) é dado pela observação tanto por laboratórios, situações cotidianas, cenas da vida, situações híbridas que o Cohen chama de fronteira ou rastro, como performance e intervenção, para chegar até a cena teatral contemporânea. Página 6.
• Este objeto são os focos do instante-presente e legitimação dos “espaços de vida”.
• A semântica utilizada agora não é mais aristotélica e sim poética, produzindo pontos de entendimento não-lineares.
• Pontos não-lineares: Utilização de técnicas como o hiper-texto, vídeos, projeções, novas tecnologias, permitem a construção desse outro real. De maneira que desmancha esse paralelismo entre sentido (Sinn) e representação (Bild), suspende das coisas a concretude e permite um realismo fantástico dentro da multiplicidade que a performance é.
• Work in process se dá em experiências de espaço-tempo, da relação com o público parateatral, enquanto espaço de linguagem. Página 12.
• Quando surge a performance, seja na rua, casa ou galeria qual é o papel do espectador (observador, espião, público, ou seja, todo tipo de outro (ou olho) que aparece na cena?
Resenha Cohen Work in progress,
A partir de vários artistas e obras, Renato Cohen propõe o estudo dos processos criativos e a relação destes com a execução. Ao lado disso, apresenta também conceitos capazes de por si só criarem cenários de reverberação e acontecimento. Ao processo lingüístico-teórico Cohen chama de work in process, ao desenvolver prático dos grupos ele chama de work in progress. Pergunta-se é definido claramente a diferença entre os dois?
“Entendendo o work in progress como mecanismo gestador de uma série de manifestações e expressões artísticas, procuramos contextualizar a operação dessa linguagem dentro do recorte da cena contemporânea. Conceituamos cena, num primeiro momento, como campo de configuração, seja essa imagem-ação a ‘cena da vida’ (life a context) - das ações cotidianas, das vicissitudes e leitmotive existenciais – seja a cena artificializada, instituída – cena da cultura, da mídia, ou, num nível inferior, a cena mental (mind as context), plano da consciência e dos influxos do imaginário ”
Compõem então criador-criatura-obra, que através do contexto dado pela cultura local, das leitmotive existenciais e do próprio subjetivo.
O criador-criatura-obra permeia com as ambigüidades entre vida e arte, transforma nossas epifanias, altera a lógica aristotélica para pensar uma escritura, um desvelamento, sobreposição, (etc) na construção dos personagens. Onde amplifica as relações de sentido, dos diálogos entre autor-recepção e fenômeno obra. Tem forte influência dos pós-estruturalistas como Derrida e Deleuze. A base conceitual é dada pelo conceito de desconstrução. A desconstrução se dá pelo repartir em elementos – cuja linguagem é poética – sem o intuito de definição em categorias, mas sim um desbravar o que nos meche, na sua essência, seja a obra de arte, ou afetos, etc. Em vez de ir da periferia até um centro (muitas vezes centro utilizado como centro de poder intelectual), vai de um centro para pensamentos periféricos. Buscar a essência nos micro-acontecimentos da performance, sem a dogmatização nem a elitização do pensamento.
Nota 15 da página XXVI:
“desconstrução enquanto veiculação dos modelos de ‘diferença’, na dicotomia entre diferença e repetição”
Exemplos que o autor dá, é o paradoxo de Malévitch – onde o próprio propõe chegar a um deserto como condição de transporte e suporte da arte feita –, Artaud e sua briga com a palavra que finda o mistério e Grotowski que declara o fim do público e do olhar distanciado. Chegamos a performance, como o ato que em si mesmo, permite ao Todo subjetivo ser todo num espaço concentrado para o ato.
O corpo se estende através da possibilidade tecnológica que o contemporâneo acompanha: através do hipertexto, projeções, etc, fazem com que o corpo do artista tenha uma extensão, possibilita que a energia se amplifique e reverbere.
“o contemporâneo contempla o múltiplo, a fusão, a diluição de gêneros”.p. XXVII
É fato que Cohen estava estudando semiótica e vinha do teatro. Mas a importância do texto se dá, pela genealogia dos movimentos que aconteceram no Brasil, a partir da década de oitenta, influenciados por esses grupos de teatro que rompiam com a lógica aristotélica.
VER: Grotowski, Peter Brook, Dança Butô, Joseph Beuys.
“reitera o percurso ontológico do rito cênico na aproximação e representação da fenomenologia do encantamento imanente, muitas vezes perdido e banalizado na cena cotidiana”, página 15.
a conversa continua próxima terça, com o capítulo 3 do Cohen, com um texto do filósofo moçambicano, José Gil, sobre o movimento e a dança.
texto online: http://pt.scribd.com/doc/87477535/Work-in-progress-Renato-Cohen-Capitulo-3
Pontos debatidos:
• Diferenciação de linguagens: a linguagem cartesiana do teatro convencional, o fim do teatro e a outra linguagem, que surge influenciada com as vanguardas européias.
• Criação de outros estatutos do real: essa linguagem utilizada nas vanguardas tem como um dos objetivos criar outras formas de percepção do outro (alteridade), do mundo e sua localização dentro de uma cartografia “sentimental”.
• Leitmotive: figura de repetição, tema, desteatralizar a cena.
• Diferença entre mimesis e poieses. A mimesis é a representação da poiesis?
• Como a performance percebe a situação cênica, de maneira que tanto uma apresentação musical, teatral ou performática têm em comum a presença de uma cena. De que maneira podemos pensa a performance no contexto de uma encenação do rito? Ou do cotidiano? Ou cotidianizar a cena? Que performances podemos descrever no contexto rito-cotidiano-situaçãocênica?
• O objeto (e por conseqüência a característica da essência do work in progress) é dado pela observação tanto por laboratórios, situações cotidianas, cenas da vida, situações híbridas que o Cohen chama de fronteira ou rastro, como performance e intervenção, para chegar até a cena teatral contemporânea. Página 6.
• Este objeto são os focos do instante-presente e legitimação dos “espaços de vida”.
• A semântica utilizada agora não é mais aristotélica e sim poética, produzindo pontos de entendimento não-lineares.
• Pontos não-lineares: Utilização de técnicas como o hiper-texto, vídeos, projeções, novas tecnologias, permitem a construção desse outro real. De maneira que desmancha esse paralelismo entre sentido (Sinn) e representação (Bild), suspende das coisas a concretude e permite um realismo fantástico dentro da multiplicidade que a performance é.
• Work in process se dá em experiências de espaço-tempo, da relação com o público parateatral, enquanto espaço de linguagem. Página 12.
• Quando surge a performance, seja na rua, casa ou galeria qual é o papel do espectador (observador, espião, público, ou seja, todo tipo de outro (ou olho) que aparece na cena?
Resenha Cohen Work in progress,
A partir de vários artistas e obras, Renato Cohen propõe o estudo dos processos criativos e a relação destes com a execução. Ao lado disso, apresenta também conceitos capazes de por si só criarem cenários de reverberação e acontecimento. Ao processo lingüístico-teórico Cohen chama de work in process, ao desenvolver prático dos grupos ele chama de work in progress. Pergunta-se é definido claramente a diferença entre os dois?
“Entendendo o work in progress como mecanismo gestador de uma série de manifestações e expressões artísticas, procuramos contextualizar a operação dessa linguagem dentro do recorte da cena contemporânea. Conceituamos cena, num primeiro momento, como campo de configuração, seja essa imagem-ação a ‘cena da vida’ (life a context) - das ações cotidianas, das vicissitudes e leitmotive existenciais – seja a cena artificializada, instituída – cena da cultura, da mídia, ou, num nível inferior, a cena mental (mind as context), plano da consciência e dos influxos do imaginário ”
Compõem então criador-criatura-obra, que através do contexto dado pela cultura local, das leitmotive existenciais e do próprio subjetivo.
O criador-criatura-obra permeia com as ambigüidades entre vida e arte, transforma nossas epifanias, altera a lógica aristotélica para pensar uma escritura, um desvelamento, sobreposição, (etc) na construção dos personagens. Onde amplifica as relações de sentido, dos diálogos entre autor-recepção e fenômeno obra. Tem forte influência dos pós-estruturalistas como Derrida e Deleuze. A base conceitual é dada pelo conceito de desconstrução. A desconstrução se dá pelo repartir em elementos – cuja linguagem é poética – sem o intuito de definição em categorias, mas sim um desbravar o que nos meche, na sua essência, seja a obra de arte, ou afetos, etc. Em vez de ir da periferia até um centro (muitas vezes centro utilizado como centro de poder intelectual), vai de um centro para pensamentos periféricos. Buscar a essência nos micro-acontecimentos da performance, sem a dogmatização nem a elitização do pensamento.
Nota 15 da página XXVI:
“desconstrução enquanto veiculação dos modelos de ‘diferença’, na dicotomia entre diferença e repetição”
Exemplos que o autor dá, é o paradoxo de Malévitch – onde o próprio propõe chegar a um deserto como condição de transporte e suporte da arte feita –, Artaud e sua briga com a palavra que finda o mistério e Grotowski que declara o fim do público e do olhar distanciado. Chegamos a performance, como o ato que em si mesmo, permite ao Todo subjetivo ser todo num espaço concentrado para o ato.
O corpo se estende através da possibilidade tecnológica que o contemporâneo acompanha: através do hipertexto, projeções, etc, fazem com que o corpo do artista tenha uma extensão, possibilita que a energia se amplifique e reverbere.
“o contemporâneo contempla o múltiplo, a fusão, a diluição de gêneros”.p. XXVII
É fato que Cohen estava estudando semiótica e vinha do teatro. Mas a importância do texto se dá, pela genealogia dos movimentos que aconteceram no Brasil, a partir da década de oitenta, influenciados por esses grupos de teatro que rompiam com a lógica aristotélica.
VER: Grotowski, Peter Brook, Dança Butô, Joseph Beuys.
“reitera o percurso ontológico do rito cênico na aproximação e representação da fenomenologia do encantamento imanente, muitas vezes perdido e banalizado na cena cotidiana”, página 15.
a conversa continua próxima terça, com o capítulo 3 do Cohen, com um texto do filósofo moçambicano, José Gil, sobre o movimento e a dança.
texto online: http://pt.scribd.com/doc/87477535/Work-in-progress-Renato-Cohen-Capitulo-3
quarta-feira, 21 de março de 2012
retorno.
buenas buenas gente linda!
É com enorme prazer que anuncio o retorno do grupo de estudos!
Nossos encontros semanais se darão todas as TERÇAS-FEIRAS às 19hrs no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo localizado na Rua Monte Alegre, 306, Santa Teresa, Rio de Janeiro/RJ.
Capítulos I e II do livro Work in Progress do Renato Cohen
Qlqr duvida entrem em contato por casarelampago@gmail.com
Abraçows!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Nathalie Barcellos
Curadoria Marginal Marginal consiste em uma ação performática que enfatiza a complexidade do sistema de arte que conjuga não só artista, obra e espectador, mas cria outras especificidades como o crítico, historiador da arte, curador e instituições, seja a Academia, o Museu ou a Galeria. Aqui, procura-se emular esse sistema no circuito undergound.
PROGRAMAÇÃO CASA RELÂMPAGO
Samba dos Feijões
18 às 20hrs
VAI - Visualizador de
Arte Itinerante
20:30 às 22:30hrs
Nem
17:00 às 20hrs
Red Woman: Mulher
Vermelha
19:00 às
19:30hrs/00:00 as 00:30hrs
Armadilha para fazer um
vídeo coreográfico
20:00 às 21:30hrs
Concessão ou a
propósito dos destros
22:30 às 01:00hrs
No Banheiro Lá De Casa
17:00hrs - contínuo
8 – Raísa Inocêncio– Fortaleza/CE
Drag queer abismo
prateado e Alice
22:30 às 23:00hrs
Para matar um grande
amor/ 'Uma maçã'
20:30hrs -
contínuo
Jana Janaína
17:00hrs – contínuo
Gabinete de
curiosidades
17:00hrs - contínuo
Música eletroacústica
00'
20:30 às 21:30hrs
Narciso Antropofágico
22:00 às 23:00hrs
“Retina”
00:30 à 01:00hrs
“Sound Designer
Artist”
01:30 às 2:00hrs
every-body
19:00 às 20:00hrs/
00:30 às 02:30hrs
Sem título I
21:00 às 00:00hrs
Des-conexos
17:00hrs - contínuo
Julgamento
19:30hrs – contínuo
Lugares de Passagem
17:00hrs – contínuo
17:00hrs – contínuo
22 – Andercelly –Curitiba/Rio de Janeiro
Invisível-
Imprescindível
18:30 às 20:00hrs
Desfrute
20:30hrs - contínuo
24 – Gisele Calamara+ Carolla Ramos – Rio de Janeiro/RJ e Campinas/SP
“Corpos Dóceis”
23:30 às 00:00hrs
Material para
Rock-Drama
00:00 à 01:00hr
Platão Boladão
02:30hrs – contínuo
27- Nico Garavello - Rio de Janeiro/RJ
27- Nico Garavello - Rio de Janeiro/RJ
Placebo.
17:00hrs - contínuo
28 - Ícaro Lira- Fortaleza/CE
Reorganização 3
17:00hrs – contínuo
Gravadores e pontos-de-vista
30 - Nathalie Barcellos- Rio de Janeiro/RJ
Curadoria Marginal Marginal
17:00hrs - contínuo e pós- Casa Relâmpago
Lucas Sargentelli
Gravadores e pontos-de-vista
Distribuição de mapas do apartamento e de vários gravadores minicassete de áudio. Através do mapa os participantes terão acesso a indicações de lugares (pontos-de-vist a) para visadas dentro do apartamento. Os gravadores minicassete poderão ser usados livremente pelos participantes para gravar, sobrepor e ‘auto-falar’.
www.flickr/phot os/lsargentelli
Distribuição de mapas do apartamento e de vários gravadores minicassete de áudio. Através do mapa os participantes terão acesso a indicações de lugares (pontos-de-vist
www.flickr/phot
Baractho
Platão Boladão Remixa....
Nesse trabalho se pertente usar amostras de material de artistas e subverter em experiências sensoriais áudio-visual em versão happening com um dialogo entre um “mashup” Dadaísta vs Pop Art, convidando o Artista/Poetisa Ana Salek a um “Bootleg Air Remix Art” do seu trabalho “Os Outros”. Os artistas do coletivo vão desenvolver faixas de áudio, vídeos e performances a partir do trabalho do artista proposto em um crounding. Seu ponto principal é ser um happening onde não só os artistas, mas todo e qualquer espectador possa participar. Este happening em formato live-Act onde o trabalho se funde com o mundo e trazendo uma reflexão sobre a produção cultural humana como arte.
http://plataobo ladao.blogspot. com
Nesse trabalho se pertente usar amostras de material de artistas e subverter em experiências sensoriais áudio-visual em versão happening com um dialogo entre um “mashup” Dadaísta vs Pop Art, convidando o Artista/Poetisa Ana Salek a um “Bootleg Air Remix Art” do seu trabalho “Os Outros”. Os artistas do coletivo vão desenvolver faixas de áudio, vídeos e performances a partir do trabalho do artista proposto em um crounding. Seu ponto principal é ser um happening onde não só os artistas, mas todo e qualquer espectador possa participar. Este happening em formato live-Act onde o trabalho se funde com o mundo e trazendo uma reflexão sobre a produção cultural humana como arte.
http://plataobo
Arlian Ensemble
Material pra rock-drama: live act do Arlian-Ensemble (o braço esquerdo dos Jovens Crystos). Glórias ao teatro do rock e aos maravilhosos sintetizadores, vizinhos de tudo. Em cena os músicos Arthur Braganti, Liana Luna, Andre Bezerra e a intrépida performer Roberta Rodrigues.
www.soundcloud. com/arlian-ense mble
www.soundcloud.
Ludmila Castanheira
Desfrute
Há um círculo do palpado e do palpante, o palpado apreende o palpante; há um círculo do visível e do vidente, o vidente não existe sem a existência do visível; há até mesmo a inscrição do palpante no visível, do vidente no tangível e reciprocamente; há, enfim, propagação dessas trocas para todos os corpos do mesmo tipo e do mesmo estilo que vejo e toco - e isso pela fundamental fissão ou segregação do sentiente e do sensível, que, lateralmente, faz os órgãos de meu corpo entrarem em comunicação, fundando a transitividade de um corpo a outro (Merleau-Ponty. O Visível e o Invisível:139. 1971).
Andercelly
Invisível-impre scíndivel é a síntese, no momento, de uma relação mágica com o mundo. Relação que se dá por esferas cotidianas sagradas como a música, a palavra, o gesto e a produção de histórias interpretativas que costuram essas esferas do cotidiano. Uma dança entre fronteiras do etnográfico enquanto literatura e do antropológico enquanto ciência.
maitamb.wordpress.com
maitamb.wordpress.com
Jonas Arrabal
Profilaxia I é uma instalação construída com feltro,
da extensão do pé direito do espaço. Preso no teto, uma ponta encosta
numa bacia cheia de nanquim, enquanto a outra ponta fica para fora. E o
movimento, o minúsculo movimento observado, é a transposição do líquido
da bacia para fora dela.
Anne Brumana
Lugares de Passagem
Proponho discutir, com esta instalação questões de memória inerentes à paisagem. A forma como a construção ou alteração do espaço se dá dentro do indivíduo e no ambiente em que ele atua, simultaneamente .
Minha proposta para Casa Relâmpago consiste em criar zonas de conforto em cantos da casa, buscando este lugar sagrado idealizado, um referente para o qual sempre podemos voltar.
Proponho discutir, com esta instalação questões de memória inerentes à paisagem. A forma como a construção ou alteração do espaço se dá dentro do indivíduo e no ambiente em que ele atua, simultaneamente
Minha proposta para Casa Relâmpago consiste em criar zonas de conforto em cantos da casa, buscando este lugar sagrado idealizado, um referente para o qual sempre podemos voltar.
Caly e Marta
Julgamento
Num gesto tão nobre que é o “falar na cara”, o Julgamento será de forma sensível a transmissão de pensamento e percepção primeira do outro num potencial que não nos percebemoso do ser desconhecido o que estamos emanando a primeira vista? Deixe ser julgado.
Cassialyrio.wor dpress.com
Num gesto tão nobre que é o “falar na cara”, o Julgamento será de forma sensível a transmissão de pensamento e percepção primeira do outro num potencial que não nos percebemos
Cassialyrio.wor
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